Impressão de códigos QR em etiquetas

Garanta a impressão fiável de códigos 2D em etiquetas e embalagens

  • By Sobre a Domino
  • maio 22, 2026
  • Impressão digital

Da impressão à prateleira: Garanta a impressão fiável de códigos 2D, em conformidade com a norma GS1, em etiquetas e embalagens

Está em curso a implantação de embalagens e etiquetas com códigos 2D baseados nos padrões da GS1 no setor de retalho, com uma procura que deverá aumentar à medida que a adoção acelera. Ao contrário dos códigos QR promocionais estáticos do passado, estes novos códigos variáveis são portadores de dados multifuncionais e têm de funcionar de forma fiável para proteger a confiança dos retalhistas e dos consumidores.

Compreender os principais fatores que influenciam os tempos de leitura e a fiabilidade está a tornar-se essencial para os fabricantes, incluindo a seleção de equipamento adequado de impressão e verificação. Vejamos como os fabricantes se podem preparar para satisfazer a crescente procura de embalagens com códigos 2D verificados e em conformidade com as normas por parte dos clientes.

Cuidados impressão qr code​: qualidade de impressão, posicionamento, classificação ISO e verificação

1) Escolha o equipamento de impressão de códigos 2D correto para aplicações de embalagem

O equipamento e os fluxos de trabalho que os fabricantes têm de implementar para garantir a produção eficiente de códigos 2D dependem frequentemente da escolha da marca entre códigos QR estáticos ou variáveis e dos volumes necessários, uma vez que a tecnologia deve ser capaz de satisfazer a procura de forma eficiente.

  • Equipamento de impressão para códigos 2D estáticos 

Um código 2D que substitui um código de barras GS1 EAN-13 no ponto de venda é standardizado e fornecido pela marca como parte do trabalho artístico. Tal como os seus equivalentes em código de barras, estes códigos estáticos podem ser impressos em massa utilizando processos analógicos ou digitais, desde que sejam cumpridos os standards de resolução e qualidade exigidos.

  • Equipamento de impressão para códigos 2D variáveis serializados

Os códigos 2D variáveis e serializados introduzem uma complexidade adicional para os fabricantes, mas proporcionam um valor mais elevado para as marcas. Para produzir códigos 2D variáveis à escala, é necessário um fluxo de trabalho de impressão digital com capacidade de dados variáveis. Esta implementação pode ser feita através de uma impressora digital de etiquetas ou de uma impressora para cartão canelado, que imprimem tanto o trabalho artístico como os códigos variáveis; através de uma impressora monocromática a jato de tinta que faz a sobre impressão dos códigos como parte de uma linha híbrida; ou ainda por meio da personalização offline, nas fases finais, de etiquetas e embalagens pré-impressas.

Muitos fluxos de trabalho modernos têm a capacidade de gerar códigos 2D variáveis, mas as marcas podem exigir que os fabricantes licenciem uma API de terceiros para ligar os códigos a uma base de dados que suporte passaportes digitais de produto, com as informações necessárias sobre consumidor, retalho e cadeia de abastecimento. A integração de APIs de terceiros implica uma colaboração estreita, tanto com o fornecedor da API como com o fornecedor do fluxo de trabalho da impressora, para configurar ligações seguras e protocolos de transferência de dados, permitindo a atribuição automática de códigos exclusivos.

A serialização pode também exigir um alinhamento de dados just-in-time entre a produção do cliente e a produção de etiquetas, para evitar desperdícios ou recolhas de produto, bem como a implementação de processos para gerir rejeições.

2) Como evitar problemas na leitura de códigos QR: desafios comuns na qualidade de impressão

A qualidade de impressão desempenha um papel decisivo na capacidade de um código QR ou DataMatrix GS1 ser lido em ambientes reais. Os códigos devem ser colocados na embalagem de acordo com as orientações da GS1, com processos comerciais e sistemas de controlo de qualidade para garantir que os códigos finais podem ser lidos em ambientes reais. O contraste, a nitidez, a durabilidade e o acabamento podem ter impacto no desempenho do código no ponto de venda.

  • Contraste e nitidez

Os códigos 2D consistem numa grelha de módulos, que pode ser distorcida pelo aumento do ponto (dot gain) e pela dispersão da tinta no substrato nos processos de flexografia e jato de tinta digital. A variabilidade das impressoras e os desvios no controlo do substrato podem igualmente afetar a precisão e a uniformidade da colocação dos códigos, especialmente em linhas de impressão híbridas. Estes fatores influenciam a classificação do código exigida pela GS1 para determinados casos de utilização, em que uma menor nitidez e contraste do código podem causar problemas de leitura. 

  • Durabilidade

Uma fraca aderência, secagem ou cura da tinta pode reduzir a durabilidade do código, tornando-o ilegível se os padrões de localização, marcadores quadrados que ajudam os leitores a encontrar o código, forem danificados. Conhecer o produto e o seu tempo de vida útil ajuda os fabricantes a escolher substratos e tintas que fornecerão códigos 2D resistentes à abrasão, ao frio, à humidade e ao desvanecimento, reduzindo o risco de deterioração e falha.

  • Substratos e acabamentos

O tamanho e o posicionamento do código na embalagem, bem como a cor e o acabamento do substrato, podem afetar a legibilidade do código 2D. Os substratos brilhantes ou refletores podem causar encandeamento, enquanto os fundos coloridos podem reduzir o contraste, impedindo a leitura correta do código. A seleção dos substratos e revestimentos adequados ao ambiente de leitura pode ajudar a evitar estes problemas, sendo possível confirmar a legibilidade do código através de um verificador na linha de produção.

As marcas e os retalhistas não podem correr o risco de encontrar defeitos nos códigos 2D depois de os produtos chegarem às prateleiras, especialmente quando existem sanções contratuais por incumprimento. A eliminação de defeitos é essencial, pelo que é importante escolher a melhor tecnologia de impressão e verificação para garantir a satisfação do cliente.

problemas impressão qr code​

3) Verifique eficazmente a qualidade de impressão dos códigos QR

A verificação eficaz é fundamental para enfrentar os desafios de legibilidade dos códigos QR. Muitos fabricantes já utilizam sistemas de visualização nas suas linhas de impressão de etiquetas ou embalagens para monitorizar a qualidade da impressão, ou leitores básicos que podem detetar e ler códigos e confirmar se funcionam num dispositivo específico.

No entanto, os ambientes de leitura em pontos de venda, cadeias de abastecimento e por parte dos consumidores variam amplamente em termos de iluminação, distância e velocidade de leitura, sendo necessária uma tecnologia mais sofisticada para garantir a legibilidade dos códigos em todas as situações. Os verificadores conseguem classificar a qualidade dos códigos, identificando aqueles de standard inferior que podem causar problemas de leitura em equipamentos de digitalização mais antigos, garantindo que os códigos possam ser lidos de forma fiável em diferentes tecnologias de leitura. Alguns sistemas de visualização também possuem ou podem ser atualizados com capacidades de verificação de códigos.

Ao considerar um novo sistema de visualização ou uma atualização da tecnologia de câmaras existente, os fabricantes devem avaliar a compatibilidade com o equipamento e os fluxos de trabalho atuais, o suporte de software para standards de verificação, o apoio à integração por parte dos fornecedores de equipamento, bem como a facilidade de utilização do sistema e eventuais necessidades de formação. Ao ter em conta estes fatores, os fabricantes podem planear uma implantação eficaz e maximizar o seu retorno do investimento.

4) Garanta a conformidade com as normas de qualidade de impressão

Ao contrário dos códigos QR de campanhas não regulamentadas, os códigos QR GS1 e DataMatrix devem cumprir uma classificação mínima de impressão de 1,5, de acordo com a ISO/IEC 15415:2024, a norma internacional para avaliar a precisão e a legibilidade de códigos 2D impressos, a fim de manter taxas de leitura elevadas nas caixas de pagamento do retalho. Os fabricantes podem demonstrar a conformidade através de registos de qualidade, relatórios de verificação e amostras para apoiar auditorias e requisitos regulamentares, criando confiança e tranquilizando as marcas.

Além disso, os fabricantes devem trabalhar em estreita colaboração com as marcas para definir os parâmetros e as responsabilidades contratuais da respetiva aplicação de códigos 2D. Isto pode incluir a clarificação das responsabilidades de geração de códigos, a atribuição de responsabilidade por duplicados ou falhas e a especificação de protocolos de auditoria e verificação. Uma comunicação aberta e contínua alinha os fabricantes com os requisitos da marca e ajuda a antecipar os desafios.

Por que motivo a comunicação é fundamental

Os fabricantes que pretendam fornecer um serviço de impressão fiável e de alta qualidade para etiquetas e embalagens que contenham códigos 2D compatíveis com GS1 devem falar com as marcas sobre as suas aplicações e planos futuros. Fazer as perguntas certas no início de um projeto pode evitar problemas no futuro, proteger o negócio dos fabricantes e ajudá-los a preparar-se e a investir na tecnologia necessária.

Os fabricantes devem agir agora, estabelecendo parcerias com um fornecedor de impressão digital especializado em impressão avançada de dados variáveis e na vanguarda das regulamentações emergentes sobre embalagens, posicionando-se como um parceiro sólido e um consultor de confiança para os clientes das suas marcas.

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