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Iniciar o percurso com códigos 2D para reforçar a segurança alimentar - Um roteiro prático para os fabricantes de alimentos

  • By Sobre a Domino
  • julho 09, 2026
  • Alimentação

Os fabricantes de alimentos estão a aproximar-se de um ponto de viragem na forma como os dados dos produtos são aplicados, verificados e partilhados. A tendência global mostra que os retalhistas estão a acelerar a adoção dos códigos 2D baseados nos padrões da GS1, e que as grandes marcas reconhecem a sua importância como parte essencial das embalagens interativas, da rastreabilidade alimentar e da confiança do consumidor. Embora ainda não exista legislação universal, esta dinâmica é inegável e implica uma pressão crescente para os fabricantes se adaptarem.

Muitos fabricantes ainda estão na fase inicial de compreensão do que significa a codificação 2D para o seu ambiente de produção. Com equipamentos antigos a operar ao lado de novas soluções de automatização e equipas operacionais no limite de capacidade, qualquer mudança planeada tem de ser prática, de baixo risco e alinhada com a realidade diária das atividades de produção.

Este artigo descreve um roteiro prático e operacional para o arranque do processo de implementação de códigos 2D, garantindo a proteção da OEE, a integração com os sistemas existentes e a preparação de fabricantes e integradores face aos requisitos regulamentares do setor do retalho.

Qual é o verdadeiro valor dos códigos 2D?

Um dos principais obstáculos à adoção precoce dos códigos 2D baseados nos padrões da GS1 é o conhecimento operacional limitado. Muitas equipas ainda encaram os códigos 2D como uma exigência dos retalhistas, e não como uma oportunidade para melhorar a eficiência da produção e reforçar a segurança alimentar. Na prática, as vantagens são muito mais abrangentes. É possível alcançar uma rastreabilidade alimentar mais robusta com os códigos 2D, que permitem capturar informações ao nível do lote e do artigo, ajudando os fabricantes a identificar problemas com uma precisão muito superior, a reduzir os custos e as perturbações das recolhas e a reforçar a conformidade com as normas de segurança alimentar em toda a fábrica e ao longo da cadeia de valor. Paralelamente, os dados dinâmicos aplicados no ponto de fabrico oferecem maior visibilidade sobre o prazo de validade, reforçando a rotação de stock e reduzindo o risco de produtos com prazos curtos ou expirados avançarem na cadeia de abastecimento.

O valor vai além do contexto operacional, alcançando também os consumidores, que esperam cada vez mais acesso imediato a informações fiáveis. As embalagens interativas, baseadas em códigos 2D, promovem a transparência relativamente a alergénios, ingredientes, origem e sustentabilidade, fatores que reforçam a confiança na marca e reduzem o volume de questões dos consumidores. Os dados dos produtos em tempo real também permitem uma cadeia de abastecimento alimentar mais reativa, facilitando aos fabricantes e retalhistas a coordenação da produção, da logística, do reabastecimento e a redução do desperdício.

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Perante a evidência destas vantagens abrangentes, é mais fácil consolidar o alinhamento interno com a necessidade de investimento.

Os primeiros passos para a adoção de códigos 2D

Um roteiro estruturado e de baixo risco ajuda as equipas a adotar a codificação 2D com confiança e com o mínimo de perturbações operacionais. O percurso deve começar com a criação de uma equipa funcional transversal para definir os objetivos da introdução de códigos 2D e determinar os dados que devem ser incluídos.

Com a estratégia de dados definida, é fundamental rever todas as artes-finais de embalagem existentes para confirmar o espaço, a posição e a legibilidade dos códigos 2D e identificar as atualizações necessárias para cumprir as normas GS1 e as expetativas dos retalhistas.

Quando os requisitos de arte-final estiverem esclarecidos, os fabricantes devem realizar auditorias no local ao seu atual equipamento de codificação e verificação, avaliando os componentes que já estão capacitados para códigos 2D e os que requerem atualização. Em simultâneo, é importante verificar os sistemas de manuseamento de produtos para garantir que as embalagens são apresentadas de forma suficientemente consistente, permitindo a impressão e a verificação precisas destes códigos complexos à velocidade da linha.

Só então os fabricantes devem avançar para a implementação de um sistema de verificação automatizado na linha de produção. Estes sistemas combinam tecnologia de visualização baseada em câmaras com classificação de códigos em tempo real, assegurando que cada código 2D está presente, legível, corretamente estruturado e aplicado no produto certo. Ao automatizar este passo de verificação, os fabricantes reduzem significativamente a necessidade de verificações manuais, diminuem o desperdício associado a códigos ilegíveis ou incorretos e evitam recolhas de produtos resultantes de erros de codificação ou de não conformidade. Este processo também gera provas fiáveis de conformidade com as normas  GS1, reforçando a segurança alimentar e fortalecendo a confiança em toda a cadeia de abastecimento.

Com um sistema de verificação robusto implementado, a auditoria da compatibilidade entre superfície e tinta/ribbon revela-se a etapa seguinte mais natural. Isto ajuda a garantir códigos duráveis e de alta qualidade em todos os materiais e evita paragens de linha relacionadas com a impressão.

Com um piloto controlado, as equipas podem testar, ajustar e aperfeiçoar toda a configuração. Ao ajustar as velocidades da linha, as condições de iluminação, a lógica de rejeição e a integração do equipamento em uma ou duas unidades de manutenção de stock de elevado impacto, especialmente as que têm um prazo de validade mais curto ou que se destinam a mercados que já adotam embalagens interativas, os fabricantes geram valor antecipado, limitando as perturbações. Um projeto-piloto bem-sucedido também reforça a justificação empresarial interna para uma implementação mais alargada, aproximando a organização de operações totalmente ligadas e preparadas para o futuro.

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Integrar a capacidade de codificação 2D com sistemas antigos

Embora as máquinas mais antigas sejam muitas vezes vistas como um obstáculo, a integração com sistemas antigos é frequentemente muito mais fácil de gerir do que o esperado. O design modular dos codificadores, scanners e sistemas de visualização modernos significa que podem ser adaptados à maioria das linhas existentes com um trabalho mínimo de engenharia, reduzindo a necessidade de grandes investimentos de capital ou paragens prolongadas. O mapeamento do fluxo de dados entre codificadores, câmaras, PLCs e sistemas de TI também se revela essencial à medida que os códigos 2D introduzem novas formas de dados. Compreender como a informação circula ao longo da linha ajuda a evitar estrangulamentos e a prevenir problemas de verificação a jusante. Nem todas as linhas precisam de ser atualizadas ao mesmo tempo. O foco nas linhas em que o impacto é superior, como produtos refrigerados, refeições prontas a consumir ou artigos destinados a retalhistas preparados para códigos 2D, permite alcançar resultados rápidos e gerar dinâmica organizacional.

O próximo capítulo dos códigos 2D na produção alimentar

A adoção de códigos 2D faz parte de uma mudança global muito mais ampla no sentido de cadeias de abastecimento alimentar mais transparentes e baseadas em dados. Está estreitamente alinhada com as expetativas crescentes dos consumidores, com a evolução dos requisitos dos retalhistas e com o impulso mais amplo para a digitalização e interoperabilidade dos dados de produtos. Os fabricantes que atuam antecipadamente posicionam-se de forma mais sólida, beneficiando de rastreabilidade alimentar mais robusta e maior conformidade com as normas de segurança alimentar, da redução do desperdício graças a um controlo de stock mais preciso, de menos rejeições ou operações de reetiquetagem e de uma reputação de marca reforçada através de embalagens interativas. Reforçam também a sua preparação para futuras exigências do mercado, melhorando simultaneamente a resiliência operacional com menos verificações manuais e registos de auditoria mais claros. Para os integradores, a transição representa uma oportunidade significativa para aprofundar parcerias, ajudando os clientes a navegar a transformação operacional e digital.

Os fabricantes não têm de aguardar pela legislação nem de investir numa substituição de equipamento em larga escala para iniciar o processo. Ao colmatar a atual lacuna de conhecimentos, concentrando-se em ganhos operacionais alcançáveis e integrando novas capacidades com os recursos existentes, podem introduzir códigos 2D com confiança e clareza. A transição para os códigos 2D baseados nos padrões da GS1 representa um avanço rumo a uma produção alimentar mais inteligente e conectada, e quem der agora os primeiros passos ficará bem posicionado para liderar a próxima geração da cadeia de abastecimento alimentar.

A adoção de códigos 2D implica novos fatores que influenciam diretamente o sucesso da leitura, a segurança alimentar e a aceitação pelos retalhistas. Desde o tamanho da célula e a estrutura dos dados até à forma da embalagem e à verificação, compreender estes fatores numa fase inicial ajuda os fabricantes a evitar repetições dos trabalhos e interrupções dispendiosas. Explore as principais considerações para uma implementação bem-sucedida dos códigos 2D.

Para obter mais informações práticas sobre a impressão de códigos 2D, visite Quais dados incluir nos códigos QR GS1

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